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Qual é a Diferença entre Psiquiatra, Psicólogo e Psicanalista?

Por Arq. Me. Iberê Moreira Campos equipe


Muita gente pensa que psiquiatra, psicólogo ou psicanalista é tudo a mesma coisa, mas não é bem assim. Cada um deles tem uma formação específica, pode ter diversas especializações e vai tratar de maneira diferente cada tipo de distúrbio da mente humana.

O psiquiatra é um profissional da medicina que, após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria. Esta demora de 2 ou 3 anos e abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, habilidade não designada ao psicólogo. Em alguns casos, a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico devem ser aliados.

O psicólogo tem formação superior em psicologia, ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. O curso tem duração de 4 anos para o bacharelado e licenciatura e 5 anos para obtenção do título de psicólogo. No decorrer do curso a teoria é complementada por estágios supervisionados que habilita o psicólogo a realizar diagnóstico, psicoterapia e diversos tipos de orientação. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social e do trabalho, entre outras. O profissional pode optar por um curso de formação em uma abordagem teórica entre os quais os mais famosos são gestalt-terapia, psicanálise e a terapia cognitivo-comportamental.

O Psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseado nas associações livres e na transferência. Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior, além da medicina e psicologia. Alguns cursos de psicanálise são tratados como uma pós-graduação lato sensu.

As diferenças, na prática

Falando em linguagem popular, pode-se dizer que o psiquiatra dá um remédio para o paciente conviver com seu problema, enquanto que o psicólogo quer entender o porquê do paciente ter aqueles sintomas e poder ensiná-lo a contorná-los, enquanto que o psicanalista, que lida principalmente com o inconsciente, vai tentar entender onde começou o problema, corrigir suas causas e eliminar os sintomas.Psicanalista, psiquiatra o psicólogo

Em termos de rapidez, o tratamento psiquiátrico surte efeitos aparentes mais rapidamente, mas pouco faz a longo prazo. O tratamento psicanalítico é o mais demorado, porém surte efeitos igualmente mais duradouros, enquanto que a psicologia fica no meio termo entre os dois.

Como os enfoques são bem diferentes, o interessante para o paciente seria ter uma equipe multi-disciplinar com os três tipos de profissional, de maneira que o diagnóstico e o tratamento possam ser tão abrangente quanto possível.

É preciso entender que a psicologia, propriamente dita, tem dezenas de áreas de atuação. Só para citar algumas: ambiental, analítica, aplicada, clínica, cognitiva, comparada, criminal, educacional, da saúde, hospitalar, diferencial, do comportamento, do desenvolvimento, do trabalho, existencial, forense, individual, industrial, metafísica, social, esportiva, do superdotado e comunitária.

A psiquiatria também tem suas especializações. A Associação Brasileira de Psiquiatria reconhece as seguintes subespecialidades em psiquiatria:
  • Psiquiatria da infância e adolescência ou Pedopsiquiatria
  • Psiquiatria forense
  • Psicogeriatria, Psiquiatria da terceira idade ou Gerontopsiquiatria
  • Psicoterapia
  • Interconsulta em Hospital Geral ou Psiquiatria de Ligação
A mente de um homem segundo FreudDa mesma forma, a psicanálise tem subdivisões. Como está muito ligada à filosofia, isto é, ao modo de pensar, uma das formas de classificar as diversas correntes de atuação é pelos autores em que se baseia. Os mais conhecidos são:
  • Sigmund Freud
  • Carl Jung
  • Jacques Lacan
  • Alfred Adler
  • Melanie Klein
  • Donald Winnicott.

A teoria Freudiana e a diferença entre as carreiras

Freud era um médico especializado em doenças mentais, e durante décadas de estudos práticos e teóricos acabou codificando o estudo do inconsciente. Podemos dizer que Freud foi tanto psiquiatra quanto psicólogo, e acabou inventando a psicanálise.

Muitos dos conceitos criados e desenvolvidos por Freud são usados até hoje e formam a base de todas as técnicas que lidam com a mente humana. Mas a técnica de Freud foi criada há mais de 100 anos e de lá para cá muita coisa nova foi descoberta e outras foram aprimoradas e adaptadas aos tempos modernos.

Assim, hoje em dia existem centenas de correntes filosóficas e práticas de ação utilizadas tanto pelos psiquiatras quanto pelos psicólogos e psicanalistas. Entre outras, podemos classificar estas correntes segundo a influência exercida pela teoria Freudiana, conforme mostra a tabela abaixo, onde estão as 10 principais linhas de atuação das ciências psicológicas:

AS 10 GRANDES LINHAS DO CONHECIMENTO PSICOLÓGICO
Desde que Freud criou a psicanálise, seus conceitos foram reforçados, criticados, reerguidos e reformados. Sua influência está dispersa em centenas de correntes, umas com pouca ou nenhuma influência dele, num extremo, e outras absolutamente fiéis a ele, no outro. Abaixo estão as 10 linhas de pensamento principais, junto com seus princípios de funcionamento:
ALTA INFLUÊNCIA DE FREUD  
PsicanálisePsicanálise JungianaPsicodinâmica
0 analista acredita que os problemas vêm de impulsos reprimidos na infância do paciente, que passa a maior parte da sessão falando por meio de associações livres. 0 terapeuta geralmente fala pouco, sem emitir juízo, tentando analisar a fala e os sonhos. Modelo mais antigo, foi ampliado e modernizado com os estudos de Jacques Lacan. Também chamada de psicoterapia analítica, foi criada por Carl Jung, um dos discípulos de Freud, que introduziu na psicanálise o conceito de inconsciente coletivo (imagens e experiências comuns a todos os seres humanos). Por isso, o método junguiano leva em conta, além das questões individuais do paciente, as influências externas e coletivas que podem atormentá?lo. Chamada de psicanálise light, baseia?se em noções tradicionais da psicanálise, só que é mais breve, com o terapeuta tentando ativamente engajar o paciente em um diálogo que o faça reconhecer e resolver conflitos antigos. É também mais focada para atingir objetivos concretos preestabelecidos entre paciente e terapeuta.
MÉDIA INFLUÊNCIA DE FREUD  
GestaltTerapia de grupoInterpessoalCentrada na pessoa
Usando o teatro e outras expressões artísticas, explora técnicas dramáticas para construir pensamentos e atitudes criativas. Com blocos de espuma, bonecos ou almofadas, o paciente é encorajado a adotar novos papéis e expressar sentimentos, com o objetivo de compreendê?los melhor. Abriga teorias e práticas de outras correntes, com a diferença de ser praticada em grupo. 0 convívio com os outros pacientes funciona como um mìcrocosmo social, ambiente seguro para facilitar um novo comportamento. É indicada para quem sofre de problemas comuns do seu ambiente e tem dificuldade de se relacionar com os outros. Recomendada a quem passa por depressão leve ligada a conflitos pessoais, luto ou mudança repentina de papéis (um casamento ou um novo cargo profissional). O tempo da terapia é predeterminado, e as sessões se concentram no tempo presente, sem ligar experiências atuais ao passado. Foca na relação entre paciente e o profissional. Sem interpretar pensamentos e comportamentos, o terapeuta cria um clima de empada que permite ao paciente explorar questões que o perturbam e desenvolvera auto­estìma. Por isso, é indicada a quem se sente oprimido pelo mundo e tem baixa aceitação de si próprio.
BAIXA INFLUÊNCIA DE FREUD
Terapia comportamentalTerapia cognitivaTerapia cognitivo-comportamental
Linha bem distante de Freud, é indicada para quem sofre reações indesejáveis do corpo diante de manias efobias (como medo de aranha ou de avião). Utiliza técnicas básicas de aprendizagem, tomo exposição e condicionamento, natentativadetrocar o comportamento usual por reações mais agradáveis. Para os críticos, esse tipo de terapia tenta fazerumadestramento do pacìènte. Baseada na idéia de que “os homens se perturbam não pelas coisas, mas pela visão que têm delas”, como disse o pensador romano Epíteto (60?1I7). Tenta reconhecer e alterar padrões de pensamento que incomodam o paciente, para ensiná?lo a vigìar idéias automáticas e corrigi­las. Indicada a quem sofre de depressão e precisa mudar o que pensa sobre si próprio. Utiliza técnicas das duas correntes ao lado para tentar fazer o paciente identificar pensamentos e crenças distorcidas que tem de si próprio. A idéia é fazer a pessoa perceber seus pensamentos e procurar corrigi?los, gerando novos padrões de raciocínio. Indicada para quem sofre de depressão, ansiedade e perturbações relacionadas a traumas.


Publicado em 26/05/2009 às 12:00 hs, atualizado em 01/07/2016 às 10:52 hs


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NOSSOS LEITORES JÁ FIZERAM 1 COMENTÁRIO sobre este artigo:
De: (em 23/05/2012 às 18:59 hs)
Qual a diferença entre psiquiatra, psicológo e psi
Excelente. Elucidadtivo e didático.

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