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Para refletir: como alguém se torna psicanalista?

“Se me perguntarem como alguém pode tornar-se psicanalista, eu responderia: pelo estudo de seus próprios sonhos”. Esta frase de Freud figura na terceira de suas lições na Clarck University “setembro de 1909”.

Em 1912 Freud adota um princípio ainda em vigor: Quem deseja praticar a psicanálise deve ele mesmo submeter-se a uma análise com “alguém experimentado na matéria”.

A idéia de um “diploma para psicanalistas” surgiu na cabeça de Oskar Pfister que a submeteu ao Congresso de Haya “1920”, porém Sandor Ferenczi recusa esta moção numa carta ao “Comitê Secreto”.

A formação do psicanalista torna-se então uma preocupação maior da Associação. É a partir dos trabalhos do Instituto de Berlim que formalizam esta formação. Introduzem a supervisão e distinguem a análise terapêutica da análise didática.

Dez anos mais tarde, Freud retomava este questionamento e se interrogava sobre o fim da análise. A análise deve dar ao candidato a convicção que o inconsciente existe, escreve ele, recomendando aos analistas de retomar uma terapia a cada cinco anos.

Jacques Lacan, retorna em 1967 sobre este ponto crucial. O que é que permite decidir se alguém será capaz de exercer a psicanálise? Esta decisão só pode ser tomada no final da terapia.

É necessário verificar se esse término foi atingido e se a análise fez do sujeito um psicanalista.

Será que ela engendrou o “desejo do analista” que lhe permitirá por sua vez de agir como psicanalista? Para esta verificação, Lacan inventou um dispositivo e um procedimento: “o passe”. O sujeito testemunha o caminho percorrido que o levou ao papel do psicanalista.

Como escreveu Freud é necessário ter experimentado a psicanálise “com seu próprio corpo”; ela não se aprende nos livros; ninguém torna-se psicanalista ouvindo conferências. No entanto, os ensinamentos psicanalíticos são indispensáveis; esclarecem a prática, eles põem a prova à prática clínica.

Os ensinamentos analíticos e sua publicação permitem igualmente ao grande público descobrir a psicanálise antes de visitarem um psicanalista, eles têm antes de tudo a função de transmitir a psicanálise numa linguagem clara e simples, sem no entanto renunciarem à sua complexidade.

Os ensinamentos estabelecem também conexões entre a análise e as disciplinas afins (as letras, a filosofia, a lingüística, etc,) Freud sonhou com uma Universidade onde a psicanálise trabalharia em harmonia com os outros saberes.

A necessidade da transmissão do conhecimento encontra-se pois no âmago da psicanálise. Assim como o analisando deve falar daquilo que lhe é mais íntimo o mestre aborda o que lhe parece incompreensível ou inexplicável na clínica.

Quando, no entanto, ele deseja explicar um conceito, ele recorre ao caso clínico para ilustrar a teoria. Assim podemos perceber porque Lacan exortou aqueles que ensinam a expressar seu íntimo.

O ensinamento se produz então num vai e vem permanente entre o singular e o universal.

Publicado em 11/03/2009 às 10:25 hs, atualizado em 04/09/2012 às 15:02 hs


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