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Estudo preliminar, anteprojeto e projeto: as fases de um planejamento de arquitetura

Por Arq. Me. Iberê Moreira Campos equipe

Aqui no Brasil se dá pouca importância ao planejamento. As pessoas preferem arriscar-se, pensando assim: “vamos em frente, se surgir algum problema a gente dá um jeitinho”. O pior é que até mesmo quando um brasileiro resolve investir todas suas economias para fazer sua casa continua pensando assim, ou seja: ao invés de contratar um profissional qualificado (arquiteto) para orientá-los e fazer um projeto, que é a base do planejamento da obra, para depois fazer as coisas conscientemente, preferem arriscar-se no famoso “jeitinho brasileiro”.

Vou além. Muita gente confunde o projeto arquitetônico, que é fruto de todo uma seqüência de atividades, com o desenho, que é uma das partes de um projeto arquitetônico. Qualquer planejamento de obra bem feito vai ter, além dos desenhos que mostram ao construtor como será a construção, vai conter também os memoriais descritivos, as planilhas de compra de materiais e de contratação de mão-de-obra, além do cronograma físico-financeiro

Esta confusão é ainda maior atualmente, devido ao avanço dos softwares de desenho e à proliferação dos sites que oferecem projetos arquitetônicos genéricos. Para o leigo, acaba parecendo que fazer uma planta ficou realmente muito mais fácil e rápido, mas este é um grande engano. A elaboração de um projeto arquitetônico bem feito, adequado ao terreno e às necessidades de seus usuários continua sendo feito pelos métodos tradicionais, porque exige coleta de dados, análise destes dados e a ponderação para escolher entre as várias soluções possíveis.

Em termos práticos, os arquitetos costumam dividir um projeto de arquitetura completo, ou seja, com tudo o que é necessário, nas seguintes etapas: visita ao local, levantamento topográfico, estudo preliminar, projeto legal, anteprojeto, projeto executivo e detalhamento. Cada uma destas etapas tem uma importância que pode ser maior ou menor, de acordo com o tipo da obra. Quem está começando agora a lidar com construções bem planejadas vai se deparar com estes termos, razão pela qual achei necessário explicar em que consiste cada uma delas, acompanhe:

Visita ao Local

Consiste numa visita inicial ao local da obra, para que o arquiteto “sinta” o local, veja o terreno e analise o entorno (vizinhança). Serão anotadas as dimensões de prédios existentes que venham a ser aproveitados (ampliações e reformas), criando uma planta que servirá de base para o futuro estudo. Esta visita será tanto mais útil quanto mais experiente for o arquiteto. A visão treinada de um profissional pode evitar muitos dissabores ao mesmo tempo em que pode dar à futura edificação qualidades que a farão valorizar ou torná-la mais útil e agradável para seus futuros usuários.

Levantamento topográfico e sondagem do solo

Esta é uma fase importantíssima do planejamento de uma obra e que é frequentemente relegada a segundo plano. É muito importante tomar as medidas exatas do imóvel, seja este um terreno livre ou uma construção existente, mesmo que seja um apartamento. Diferenças de poucos centímetros podem ser a diferença entre caber ou não caber um móvel, entre poder ou não poder fazer determinadas construções. No caso dos terrenos ou prédios este levantamento deve ser planialtimétrico, ou seja, deve tomar as medidas horizontais e também as verticais, para que o arquiteto possa prever as circulações, escadas, rampas, drenagem de água de chuva e muitos outros ítens. A sondagem do solo é importante para permitir o dimensionamento preciso da fundação (no caso de obras novas). Concreto armado é caro, e o dinheiro gasto na sondagem do solo (para examinar o subsolo) se paga facilmente porque permite que o engenheiro de estrutura calcule exatamente qual é a resistência que a fundação precisa ter, gastando apenas e tão somente o que for necessário sem que a construção apresente problemas de trincas e afundamentos ao longo do tempo.

Estudo Preliminar

É na fase de estudo que são elaboradas as primeiras plantas do futuro projeto. Dependendo do tamanho do que se deseja edificar, ela pode ser mais simples ou mais detalhada. Pode ser colorida, apresentar mobiliários e ser acompanhada de perspectivas, quando necessário. Pode haver mais de uma opção para o mesmo local, cabendo ao cliente escolher aquela que mais lhe agrade. Quando o cliente não se satisfaz por completo com nenhuma solução apresentada, podem ser realizados novos estudos, descartando ou adaptando os anteriores. Em alguns casos, projetos como estrutura e fundação, dentre outros, também são concebidos dentro desta etapa, auxiliando decisões posteriores.

Projeto Legal

Ele é um avanço dentro da opção escolhida pelo cliente. Nesta fase, o projeto começa a se definir. São elaboradas plantas, cortes e fachadas de todo o projeto, com áreas, dimensão das esquadrias, níveis e diversas informações que servirão para dar entrada na licença da obra junto à prefeitura local.

O Anteprojeto

Esta etapa é quando, são elaboradas as plantas que serão enviadas ao projetistas complementares (calculistas, instaladores, dentre outros), para que eles elaborem seus respectivos projetos. Aqui são elaborados os Anteprojetos de todas as especialidades para serem analisados durantes a etapa seguinte.

O Projeto Executivo

Esta é uma das fases mais importantes de um projeto. Nela, são analisados todos os projetos e é feita a chamada compatibilização, na qual são verificadas todas as possíveis interferências entre arquitetura, estrutura e instalação, evitando sobreposição de elementos, como por exemplo, um cano cruzando uma viga, o que, sem previsão, poderia atrasar na obra. As plantas baixas, cortes e fachadas desta etapa devem apresentar o maior número de informações possível, a fim de evitar dúvidas, contendo, de preferência, a localização da estrutura e dos pontos de instalação. São indicados também os acabamentos dos ambientes.

O Detalhamento

Esta é uma etapa importante, mas quase sempre esquecida. São feitas plantas ou cadernos com desenhos indicando como serão executados os acabamentos. É ele que evita grande parte dos “pepinos” que se encontram em obras civis. Todos os detalhes deverão estar referenciados nas plantas do Projeto Executivo.

É a existência ou não de alguns desses itens que normalmente faz um projeto ficar mais barato ou mais caro. Por isso, antes de contratar um projeto, pergunte sempre a seu arquiteto o que está incluído no escopo dele. Além do trabalho do arquiteto, na realização de todo projeto, deve-se avaliar a necessidade da contratação de outros profissionais especializados, como topógrafos, calculistas e instaladores e outros, que serão responsáveis pela elaboração das chamados projetos das especialidades. Estes profissionais poderão ser indicados pelo cliente ou pelo arquiteto.

Publicado em 15/12/2006 às 17:11 hs, atualizado em 28/06/2016 às 17:39 hs


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